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Sobre preconceitos, irresponsabilidades e hipocrisias

Mais de uma vez já abordei por aqui a questão da gigantesca responsabilidade que mães e afins possuem em relação à criação de seus filhos, pois desta dependerá caráter e atitudes futuras em sociedade. Tudo parece tão inócuo, mas sinto, mais uma vez, a necessidade de “chatamente” retomar o assunto.

Parece-me que cada vez mais estamos atravessando momentos difíceis, pois ao invés de vermos evolução, especialmente nas ideias retrógradas e antiquadas, o que tenho visto e vivenciado tem sido catastrófico nesse quesito. Uma verdadeira INVOLUÇÃO!

Após um esquisito pleito eleitoral no ano passado senti sinceramente que o voto em um ser inóspito serviu exatamente para que parte de uma grande nação simplesmente materializasse tudo aquilo que carrega em seu âmago, mas que tentava não externar, de tão execrável que poderia parecer.

Porém, com um pretenso líder fazendo esse papel de forma tão “brilhante”, estes seres se viram totalmente e muito bem representados e se sentiram livres para descarregar todas as suas escabrosidades com a naturalidade de um xixi matinal (que me perdoem essa comparação, mas foi inevitável!)!

Assim, temos uma sociedade brasileira totalmente adoecida e cada vez mais tornando visível seus preconceitos, de forma irresponsável, inclusive. Por que? Aqui volto para a educação dos infantes.

Uma criança que cresce em um ambiente onde o preconceito predomina, dificilmente não se tornará tão preconceituosa quanto o seu ambiente. O mesmo para o machismo. O mesmo para todo e qualquer outro tipo de agrura.

A criança que não aprende que o diferente é exatamente igual, amanhã será o adulto que a criou, cuspindo disparates, matando com naturalidade, sendo preconceituosa, cometendo toda sorte de crimes…

Enfim, difícil de se enxergar possibilidade de melhora, mas fácil de concluir que esse ciclo vicioso de irresponsáveis preconceituosos simplesmente contribuirá para a latente piora dessa sociedade insana.

Mas, ao final, o que importa é que estes compõem uma família tradicional brasileira, então, totalmente enquadradas no arquétipo desejado pelos pares. E viva essa família que estraga uma criança, mas nos “faces” e “instas” são bonitas e perfeitas e até conseguem fazer carinha de GRRR em alguma situação que ela mesmo prega no interior frígido de seu lar.

E viva a hipocrisia, inclusive aquela que macula sua bondade fingida e faz com que o ódio da felicidade plena de outrem lhe seja de uma ofensa incomensurável!

Conjecturando… conjecturando… conjecturando…

(gente cresci em uma família tão preconceituosa, mas tão preconceituosa, que achei que eu seria uma porcaria de pessoa, mas, no fundo, acho que tive salvação… talvez a EDUCAÇÃO e os bons e obstinados professores salvem as crianças! Felizmente encontrei bons no meu caminho.)